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96% dos ataques de ransomware miram os backups: sua empresa está preparada?

Um ataque de ransomware já é capaz de paralisar uma operação inteira. Os sistemas ficam indisponíveis, os arquivos são criptografados e a empresa precisa lidar com a pressão de recuperar seus dados e retomar as atividades.

Mas existe uma mudança importante na forma como esses ataques acontecem: o backup também passou a fazer parte do alvo.

Um levantamento da Sophos mostra que os invasores tentaram comprometer os backups em 96% dos ataques de ransomware analisados. O dado ajuda a explicar uma estratégia cada vez mais relevante: se a empresa possui uma forma confiável de recuperar seus dados, o impacto do ransomware pode ser reduzido. Por isso, comprometer essa capacidade de recuperação também pode fazer parte do ataque.

E o problema pode começar ainda antes da chegada do ransomware. De acordo com o State of Ransomware 2026, 79% dos ataques analisados tiveram como vetor inicial uma identidade comprometida.

Os números mostram uma relação importante: proteger os dados não significa apenas proteger os arquivos. É preciso proteger também as identidades que acessam o ambiente e os mecanismos que permitem recuperar essas informações.

Quando o backup passa a ser parte do alvo

A lógica de um ataque de ransomware é relativamente simples: tornar os dados inacessíveis e criar uma situação em que a vítima tenha interesse em pagar para recuperar o acesso.

Mas o cenário muda quando a empresa possui backups íntegros e disponíveis.

Se os dados podem ser restaurados, a capacidade de pressão do atacante diminui. Por isso, depois de obter acesso ao ambiente, o criminoso pode procurar justamente os recursos que permitiriam à organização se recuperar.

Isso pode incluir servidores, sistemas e repositórios de backup, além de credenciais com privilégios suficientes para excluir ou comprometer essas cópias.

A Microsoft também destaca esse risco em suas orientações de proteção contra ransomware: os backups precisam ser protegidos contra ações deliberadas do invasor, incluindo exclusão ou criptografia.

É por isso que existe uma diferença importante entre ter uma cópia dos dados e ter uma estratégia de recuperação preparada para um ataque.

O ataque pode começar com uma identidade

Antes de chegar aos arquivos, o invasor precisa conseguir acesso.

E, atualmente, uma das portas de entrada mais relevantes são as próprias identidades digitais.

O State of Ransomware 2026, da Sophos, aponta que 79% dos ataques de ransomware analisados tiveram início com identidades comprometidas. O levantamento considera organizações que sofreram ataques de ransomware e mostra como credenciais roubadas ou comprometidas podem funcionar como ponto de entrada para o ambiente corporativo.

Isso torna a proteção de identidades uma parte fundamental da segurança.

Uma conta comprometida pode permitir acesso a serviços, arquivos e aplicações. Se essa identidade possuir privilégios elevados, o impacto potencial aumenta.

Em um ambiente Microsoft 365, isso significa que a proteção precisa ir além do dispositivo utilizado pelo colaborador. É necessário considerar quem pode acessar os dados, quais permissões essa pessoa possui e o que pode fazer dentro do ambiente.

E existe uma segunda pergunta:

Se essa identidade for comprometida, o que acontece com os dados que ela consegue acessar?

“Mas meus dados estão na nuvem”

Essa é uma dúvida comum quando falamos sobre Microsoft 365.

A utilização de serviços em nuvem traz recursos importantes de disponibilidade, segurança e proteção. Mas estar na nuvem não significa que todos os cenários de perda de dados estejam automaticamente resolvidos.

Uma exclusão acidental, uma ação maliciosa, uma conta comprometida ou um ataque podem exigir que a empresa recupere informações de um ponto anterior.

É nesse momento que a diferença entre disponibilidade e recuperação se torna importante.

Disponibilidade significa que o serviço está acessível.

Backup significa ter uma estratégia para preservar dados e possibilitar sua recuperação em determinados cenários.

São conceitos relacionados, mas não são a mesma coisa.

O que acontece quando o invasor também tenta atingir a recuperação?

Imagine uma empresa que utiliza o Microsoft 365 para armazenar documentos no SharePoint e no OneDrive e manter sua comunicação no Exchange.

Agora imagine que uma identidade seja comprometida.

O invasor consegue acesso ao ambiente e começa a modificar ou excluir informações. Em paralelo, procura identificar quais recursos poderiam permitir à empresa restaurar os dados.

Nesse cenário, simplesmente possuir os arquivos não é suficiente.

A organização precisa saber:

Quais dados estão protegidos?

Quais pontos de restauração estão disponíveis?

Quem pode administrar esses recursos?

É possível recuperar os dados depois de uma ação maliciosa?

Quanto tempo levaria para colocar a operação novamente em funcionamento?

Essas perguntas fazem parte da estratégia de resiliência de uma empresa.

Backup do Microsoft 365: proteção pensada para a recuperação

Para organizações que utilizam Microsoft 365, o Backup do Microsoft 365 oferece uma camada específica para proteção e recuperação de dados do ambiente.

A solução contempla SharePoint, OneDrive e Exchange, permitindo criar pontos de restauração e recuperar dados em caso de eventos que comprometam as informações.

A lógica é importante: o backup não deve existir apenas para cumprir uma política de TI.

Ele precisa estar preparado para responder a situações reais.

Uma exclusão acidental pode exigir a recuperação de uma versão anterior. Um incidente de segurança pode exigir a restauração de dados. Um ataque de ransomware pode tornar a capacidade de recuperação uma das principais ferramentas para a continuidade da operação.

Por isso, o backup precisa ser pensado junto com segurança, controle de acesso e continuidade do negócio.

Ter backup não significa estar preparado

Outro ponto costuma passar despercebido: backup também precisa ser testado.

Uma empresa pode ter cópias dos seus dados e, ainda assim, descobrir durante um incidente que não sabe exatamente como restaurá-las, que determinados dados não estavam incluídos na política de proteção ou que o processo de recuperação demora mais do que o esperado.

A estratégia precisa considerar o ciclo completo:

proteger → armazenar → controlar o acesso → restaurar → testar.

É essa última etapa que ajuda a transformar uma cópia armazenada em uma capacidade real de recuperação.

Afinal, o objetivo não é simplesmente poder dizer que existe um backup.

É saber que, se alguma coisa acontecer, a empresa conseguirá recuperar aquilo de que precisa para continuar operando.

A segurança não termina quando o arquivo é salvo

O ransomware mudou a forma como as empresas precisam pensar sobre proteção de dados.

Não basta impedir o acesso inicial do invasor. Não basta proteger os dispositivos. E não basta manter uma cópia dos arquivos.

É necessário pensar em todo o caminho:

quem acessa → o que consegue acessar → quais dados podem ser comprometidos → onde estão as cópias → quem pode administrá-las → como a recuperação será realizada.

Quando o backup também entra no radar do atacante, a capacidade de recuperação deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a fazer parte da estratégia de segurança.

Para empresas que utilizam Microsoft 365, contar com uma estratégia estruturada de backup pode ajudar a reduzir os impactos de exclusões, alterações indesejadas e incidentes de segurança, mantendo uma alternativa de recuperação dos dados protegidos.

Sua empresa sabe o que aconteceria depois de um ataque?

Essa é a pergunta que precisa ser respondida antes de um incidente acontecer.

A Theo Tech pode ajudar sua empresa a avaliar o ambiente Microsoft 365 e estruturar uma estratégia de proteção e recuperação adequada à operação.

Porque, diante de um ransomware, não basta proteger seus dados. É preciso garantir que você ainda consiga recuperá-los.